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Sistema Petrobrás: negociações Acordo Coletivo de Trabalho 2017

Apresentamos a seguir os informes das Federações de Petroleiros, no âmbito da campanha do Acordo Coletivo de Trabalho 2017/2019, do Sistema Petrobrás. Atualização: 30/11/17.

FNP: RH da Petrobrás recua e prorroga o ACT

Em 28 de novembro, em reunião com os dirigentes da FNP, a Petrobrás se comprometeu a prorrogar o ACT em vigor até 31 de dezembro. Uma vez consumado o compromisso, significa que a empresa atenderá a uma reivindicação dos petroleiros há dias.

Muita água ainda vai passar debaixo dessa ponte (negociações do ACT 2017), pois ainda há questões quanto a retirada de direitos, reflexo da recente Reforma Trabalhista do governo Temer. O diretor da FNP, Adaedson Costa disse: “A gente sabe o objetivo da direção da empresa… tem política envolvida”. Costa disse que a empresa teve bom senso ao prorrogar o ACT em vigor, masque a federação de petroleiros exige que a petroleira apresente o mais rápido possível nova proposta.

Confira o vídeo, no qual os dirigentes falam da reunião da Petrobrás com a FNP, em 28 de novembro.

FUP: pressão dos trabalhadores faz Petrobrás prorrogar ACT até 31/12

Na avaliação da FUP, a Petrobrás prorrogou o ACT vigente até 31 de dezembro em função da crescente mobilização dos petroleiros, que em assembleias rejeitaram a última proposta da empresa. A categoria tem rejeitado a insistência da empresa em retirar direitos constantes de cláusulas do ACT vigente.

No vídeo, o direitor da FUP, José Maria Rangel, fala sobre a mobilização dos petroleiros.

FUP disse que acordo não é possível com retirada de direitos

Após reunião com a direção da Petrobrás, em 10 de novembro, a FUP concluiu que a empresa continua a apresentar proposta que “altera profundamente o Acordo Coletivo da categoria”, notadamente retirada de direitos históricos conquistados.

Segundo a FUP, a empresa quer retirar a Promoção por Antiguidade de Pleno para Sênior, nos cargos de nível médio; acabar com o pagamento integral da gratificação de férias; reduzir a remuneração das horas extras; precarizar o Benefício Farmácia; a migração obrigatória do Auxílio Almoço para Vale Refeição/Vale Alimentação, sem considerar o valor para cálculo de gratificação de férias e 13º salário, entre outras reduções de direito.

FNP rejeita nova proposta da Petrobrás apresentada em 10 de novembro

Em 10 de novembro (sexta-feira), a FNP considerou “aquém” a proposta apresentada pela Petrobrás na reunião no mesmo dia. A entidade disse que exigirá da Gerência de Recursos Humanos da empresa nova proposta, bem como uma nova reunião até o dia 28 de novembro.

A FNP identificou que a empresa quer retirar direitos dos petroleiros. A entidade fará assembleias até 22 de novembro, nas quais proporá a rejeição da proposta da estatal, apresentada em 10/11; aprovará uma contraproposta; greve por tempo indeterminado, a ser iniciada em 29/11.

Em vídeo, os dirigentes da FNP criticam a última proposta da Petrobrás:

Conheça a proposta da Petrobrás.

Petrobrás se reunirá com as federações de petroleiros nesta sexta-feira (10)

A Gerência de Recursos Humanos da Petrobrás se reunirá com a FUP nesta sexta-feira (10), às 10h, no Edifício-sede da empresa, no Centro do Rio, para dar continuidade às negociação do Dissídio Coletivo 2017.

No mesmo dia, às 14h, a Petrobrás se reunirá com a FNP, também para tratar do Acordo Coletivo de Trabalho.

Todas duas reuniões, em que a estatal apresentará nova proposta, foram confirmadas nesta quarta-feira (8), antevéspera do Dia Nacional de Luta contra as reformas do governo Temer.

Petroleiros protestam contra a tentativa da Petrobrás de retirar direitos adquiridos

Em meados de setembro deste ano, os petroleiros deram início à campanha por melhores condições de trabalho para a categoria nas negociações do Dissídio Coletivo de Trabalho 2017/2019.

Base de petroleiros da FNP decide por rejeitar a proposta da Petrobrás

Após realização de assembleias em suas bases de petroleiros, os cinco sindicatos filiados à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) decidiram por rejeitar a proposta da Petrobrás, bem como implementar o estado de greve.

A FNP condenada a tentativa da empresa em retirar direitos adquiridos pelos trabalhadores, a “proposta rebaixada” (1,73% de reajuste salarial), corte pela metade da remuneração de horas extras, reajuste de 34% para a tabela de Grande Risco da AMS (Assistência Multidisciplinar de Saúde), fim do Benefício Farmácia, privatização do Sistema Petrobrás, entre outras medidas da empresa criticadas pela FNP.

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A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) propõe que haja uma única mesa de negociações, que significa reunir FNP, Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Petrobrás.

Em 15 de setembro, a FNP declarou: “Está claro que a Petrobrás pretende impor derrotas a categoria petroleira. Só muita mobilização e atuação unitária podem garantir a manutenção dos atuais direitos, já que a empresa deixou claro que pretende reduzir as atuais 183 cláusulas para 114”.

FUP garante que petroleiros responderão com greve contra a retirada de direitos

Em 6 de outubro, a FUP reuniu o seu Conselho Deliberativo para debater sobre as negociações com a Petrobrás, no âmbito do ACT 2017, e decidiram pela realização de greve com controle e parada de produção a partir de 11 de novembro.

Esta decisão é uma resposta à empresa por pretender retirar direitos adquiridos, por meio de exclusão de cláusulas do ACT em vigor. A FUP acredita que a estatal quer pôr em prática a polêmica Reforma Trabalhista (Lei 13.467/17) aprovada no Congresso Nacional.

A categoria realizará diversas atividades organizativas da greve.

A FUP se reuniu com a Petrobrás em 5 de outubro, e na oportunidade apresentou diversas reivindicações aprovadas em assembleias da categoria e enfatizou que não aceita que a empresa retire direitos dos trabalhadores.

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